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Para dizer a verdade, eu nunca havia pensado em ser sacerdote. Mas Deus tinha grandes planos para mim. Meu nome é Phelipe Carvalho, tenho 18 anos, e atualmente sou seminarista da Congregação dos Legionários de Cristo. Para dizer a verdade, eu nunca havia pensado em ser sacerdote. Mas Deus tinha grandes planos para mim. Levava uma vida normal: estudava, namorava, tinha amigos, família... uma vida totalmente normal. Acho que esse é o principal motivo pelo qual estou aqui. Minha família é de tradição católica, e aprendi com eles a fé. Minha mãe trabalhava em um hospital e eu tinha que ficar aos cuidados de minha avó. Ela, com uma fé simples e muito profunda, me levava a todas as partes e inclusive em suas muitas idas à paróquia da qual fazíamos parte. Portanto, eu aprendi desde muito cedo a importância de ir à Missa, de confessar-me, de apoiar-me em Deus. Quando passei do Ensino Fundamental para o Ensino Médio, comecei a afastar-me um pouco da paróquia, pois os ambientes de amizade e novas descobertas me atraíam mais que as atividades paroquiais. Aos poucos fui distanciando-me de tudo, e deixei até mesmo de ir à Missa. Entretanto, minha consciência dizia que eu não estava indo por um bom caminho, e que tudo devia ser diferente. No ano 2000, quando estava com 10 anos, um primo meu conheceu o Centro Vocacional de São Paulo, dirigido pelos Legionários de Cristo, e aí ingressou para cursar a 6ª série. Durante esse ano, vim muitas vezes visitá-lo, mas nunca tinha pensado em ingressar. Depois que ele saiu do Centro Vocacional, nunca mais ouvi falar da Legião de Cristo, até o dia em que senti que Deus me chamava a ser sacerdote. Tudo aconteceu no dia 25 de Dezembro de 2006, na Missa de Natal. Minha mãe havia insistido tanto para que eu fosse à Missa que para não causar problemas, fui. Na homilia, o pároco nos transmitiu uma mensagem muito bonita sobre a missão de Cristo no mundo, como salvador da humanidade, e fez um paralelo com as vocações sacerdotais, dizendo que Cristo precisava hoje de homens para transmiti-lo assim como um dia precisou de um corpo para vir salvar o mundo. Essas palavras ficaram impressas fortemente no meu coração, e foi a primeira vez que senti que Cristo precisava de mim para algo maior. Ele não queria uma vida normal para mim, mas queria que eu lutasse lado a lado com Ele na construção do seu Reino. No início foi muito difícil aceitar. Eu não acreditava que fosse capaz, pois por que Cristo ia chamar um jovem que estava afastado da Igreja, dos sacramentos, etc.? Fiquei com a idéia na cabeça e por mais que tentasse esquecê-la era impossível. Resolvi então confessar-me e dizer ao padre o que sentia. Confessei-me, e depois contei ao padre que havia sentido o chamado de Deus a vocação sacerdotal. Esse sacerdote me orientou a procurar o que Deus queria de mim, e então comecei a pesquisar tudo o que podia sobre as congregações religiosas e como ser sacerdote. Consegui entrar em contato com varias delas e em cada uma quis fazer uma pequena visita para conhecer de perto e descobrir a vontade de Deus. Não havia contado aos meus pais sobre essas visitas e pesquisas e nem mesmo comentei sobre o assunto da vocação. Tinha medo do que podiam dizer e se me apoiariam. Por toda essa ansiedade que existia dentro de mim, comecei a ficar fisicamente doente. Comecei a ter uns desmaios curtos, durante um ou dois segundos, mas nada falava aos meus pais. Ate que certo dia aconteceu de desmaiar na frente de minha mãe e ela muito apavorada, me levou imediatamente ao hospital. Eu permanecia em silêncio. Os médicos não diagnosticaram nada e disseram que talvez pudesse estar acontecendo por estar eu vivendo uma tensão forte dentro de mim. Minha mãe insistiu que eu contasse, mas eu nada falava, permanecia em silêncio. Ela precisou ir embora do hospital e eu tive que ficar durante a noite. Resolvi então escrever uma carta contando sobre tudo o que estava acontecendo e deixar para ela escondido, de forma que ela só pudesse ler quando não estivesse perto de mim. Isso foi no dia 25 de janeiro de 2007. Minha mãe leu a carta, mas nada comentou. Eu saí no dia seguinte do hospital e fiquei durante uma semana em casa, sem poder fazer muitas coisas. Minha mãe não comentava nada. Foi então que recebi a visita da minha avó, no dia 30 de janeiro deste mesmo ano, e foi ela quem quebrou o gelo da situação. Conversamos e ela me disse que a maior alegria era ter um sacerdote na família e me deu toda motivação e apoio para continuar. Depois disso falei com minha mãe e ela me deixou livre para seguir a vontade de Deus. Fiquei muito tranqüilo e na minha família ficou natural que conversássemos a respeito daminha vocação. Minha tia então me mostrou certa vez um vídeo do meu primo quando ainda estava no Centro Vocacional e eu gostei muito do relembrar as visitas que fazíamos. Simplesmente me veio uma certeza interior que dizia que era aí que Deus me esperava. Comecei a pesquisar na internet sobre os Legionários de Cristo e a aprender mais sobre eles. Entretanto eu já havia iniciado o segundo ano do ensino Médio e segundo as informações que tinha, era necessário entrar naquela hora pois senão seria tarde. Mas já era tarde, pois quando consegui entrar em contato com o seminário, já havia iniciado o ano letivo em fins de Fevereiro de 2007. O padre que me atendeu, P. Peter Shekelton, LC, me disse que seria impossível por causa da idade ingressar naquele ano, e teria que esperar para entrar no candidatado de 2008. Na hora achei que seria demais esperar, e o padre me convidou para a convivência vocacional de Semana Santa em março. Então resolvi voltar a realizar as atividades paroquiais e em março de 2008, fiz a primeira convivência vocacional no noviciado dos Legionários de Cristo. Foi assim durante todo o ano de 2007. Ao todo foram 5 convivências, com jovens de todo o Brasil. Um clima muito propício para descobrir a vontade de Deus. Resolvi que aceitaria ingressar no candidatado, que é o período correspondente ao postulantado nas demais congregações, e comecei a trabalhar para comprar tudo o que seria necessário. Continuei minha vida normalmente, estudando e trabalhando. Ao fim, fui convidado pela diretora do colégio onde estudava a fazer gratuitamente o vestibular numa faculdade muito boa no vale do Paraíba. Era muito difícil recusar, pois as chances eram de passar e entrar na faculdade eram altas. Enfim, não recusei o convite. Fiz a prova e fiquei esperando o resultado. A certeza interior da vocação foi diminuindo pela euforia de poder seguir uma carreira que sonhava, administração de empresas. Fui aos poucos desistindo da idéia da vocação. Não falei nada aos meus pais. Eles continuavam achando que em janeiro de 2008 eu entraria no candidatado. Preparei para contar tudo no dia de ano novo, onde toda família estava reunida. Nesse dia, quando todos estávamos jantando, minha avó dirigiu-me umas palavras muito bonitas e me entregou um presente enorme. Ao abrir deparei-me com o enxoval de roupas completo para o candidatado. Era impossível dizer que não iria depois de tanto esforço da parte dela. O fato é que vim, e hoje, estou certo que parece ser a vontade de Deus para mim. Recebi a noticia que havia passado no vestibular depois de já estar no candidatado e não me afetou. Sabia o que Deus me pedia, e queria me entregar plenamente. Hoje já estou no segundo ano de Noviciado e me preparo para minha Profissão Religiosa em 2010. |
Bento XVI aos sacerdotes (I): não basta fazer <www.zenit.org, Junho 16> Lições do Papa: sofrimento da Igreja à luz de Fátima <www.zenit.org, Maio 19> Questão da ética na informação eclesiástica <www.zenit.org, Maio 19> | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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